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quinta-feira, 10 de junho de 2010

Baile do Hawaii 2009, amo vcs, obrigado por fazerem parte da minha vidaa.! s2

Rodeio de Bálsamo, foi muito bom, show com Eduardo Costa, 03/06/2010 . Amo essa galeraa.
Os sonhos não morrem, eles apenas adormecem em nossa alma.!

O dom de amar - Catedral ,

As horas se passaram aqui
Tanta coisa e eu não percebi
Mas eu sei que sempre eu senti
que você me fez sempre feliz.

Me ensinando como caminhar
Me ajudando para não errar
Estendendo a mão pra me mostrar
O Maior dos dons O Dom de Amar!

Eu quero sentir nessa hora
a tua presença agora
Falando ao meu coração com carinho e emoção
Te quero pra sempre em minha vida...
O amor cicatriza a ferida
E eu quero levar esse amor para todos que eu encontre aonde eu for!

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Escrito por Valéria Salmin.

"É como tentar entender uma língua que jamais ouvi falar, querer enxergar algo no escuro,
acreditar sem esperança,é como sentir frio em um deserto, e como eu gostaria que tudo
fosse mais simples. Mesmo sendo complicado e muito dolorido eu sigo aqui te esperando,
com a leve certeza de um dia encontra-lo novamente, pra dizer tudo que sofri, todas
as lágrimas que caiam e eu as limpava rapidamente para ninguém perceber. Mas eu percebia,
eu me doía por dentro. Me corróia a idéia de não te ver. E foi exatamente assim que aconteceu.
Você se foi e hoje vivo andando no escuro, te procurando dentro de todos os carros que me
lembram o seu, mas não é você ali e talvez nunca mais eu te veja mesmo, eu sabia que isso
poderia acontecer e deixei você escapar entre meus dedos.
Seu telefone toca, você atende, espero ouvir pelo menos duas vezes a sua voz e desligo.
Será que algum dia eu terei coragem de falar? "Oi tudo bem? Lembra de mim? Pois é, eu te amo!"

terça-feira, 25 de maio de 2010

You ,,

E eu sei, e eu tentei mais do que nunca, e eu quis mais do que nunca. E eu achei que os caminhões também pudessem ter donos e direções e medalinhas. Você também me usou pra levar sua mudança e voltar vazia das suas coisas é a coisa mais triste que já aconteceu na minha vida.

Escrito por Tati Bernardi.

Me despeço, já sem aquela dor aterrorizante, das partes de você que mais amo. Ainda que eu nem te ame mesmo. E me despeço das partes da sua casa que eu mais amo. Ainda que nada disso seja amor. E entro no carro já sem chorar. Os últimos três anos chorando por você serviram ao menos para me secar por dentro. Preciso me aliviar. Mas dou até risada porque acabaram os caminhos. O mundo não suporta mais esse meu não amor por você. Meus amigos espalmam a mão na minha cara e já vão logo adiantando que se eu pronunciar seu nome, eles vão embora sem nem olhar para trás. Remédios só me deixam com um bocejo químico e a boca do estômago triste, mas não tiram você do meu coração. E escrever, que sempre foi a única coisa que adiantava para os dias passarem menos absurdos, já se tornou algo ridículo. Escrever sobre você de novo? De novo? Tenho até vergonha. Nem eu suporto mais gostar de você. E olha que nem gosto. É como se o mundo inteiro, os ventos, as ondas do mar, os terremotos, a s criancinhas peladinhas brincando de construir castelinhos na areia , os carros correndo nas estradas, os cachorrinhos meditando nas gramas de todos os parques do mundo, a chuva, os cartazes de filmes, o passarinho que canta todo dia de manhã na minha janela, a torta de palmito na geladeira, a minha vizinha louca que briga com o gato na falta de um marido, um cara qualquer com quem eu dormi (e todos eles parecem qualquer quando não são você). É como se o mundo inteiro me dissesse: “hei Marina, ninguém agüenta mais esse assunto! Chega!”
E no meio da noite, quando eu decido que estou ótima afinal de contas tenho uma vida incrível e nem amava mesmo você, eu me lembro de umas coisas de mil anos e começo a amar você de um jeito que, infelizmente, não se parece em nada com pouco amor e não se parece em nada com algo prestes a acabar. (...)
E lembro da primeira vez que eu te vi e te achei meio feio, vesgo, estranho. Até que você me suspendeu no ar por razão nenhuma eu tive certeza que meu filho nasceria um pouco feio, vesgo e estranho.


Escrito por Tati Bernardi.

"Quando alguém não entende o meu amor, eu lembro daquele dia que você não queria tocar violão pra mim. Até que dedilhou reclamando que não era o seu violão. Daí tentou uma música conhecida. Tentou uma menos conhecida. Daí tocou uma sua, com a voz baixinha e olhando pro nada. E então me encarou e cantou com a voz alta. E então largou o violão, me encarou e cantou bem alto a sua dor, de pé, na minha frente, e eu achei que meu peito ia explodir. E ri achando que você ia sair correndo e dar um show na padoca da frente. E naquele momento eu pensei que poderíamos ser infinitos se fossemos música. E isso explica tudo, mas ninguém entende. Você entende. Mas cadê você?"

Escrito por Tati Bernardi.

"Acho normal. Acho perfeitamente normal lembrar com carinho que você sempre dava um jeito de me mandar mensagens em datas festivas. Estivesse você casado ou namorando ou ilhado num templo budista, dava um jeito. Era como se dissesse, sem dizer “eu sei que já faz tempo, mas ainda amo você”. Também me faz bem lembrar que você nunca, nunca, nunca se alterava. (...) . Eram tão raros os nossos momentos, você dizia, que eram para ser sempre bons. E de fato sempre eram. Eu tenho saudade de mil coisas e todas essas mil coisas sempre caem na mesma única coisa de que eu tenho tanta saudade: sua leveza. Você me dizia que jamais iria me cobrar leveza, pois me amava intensa. (...) Eu tenho saudades de tudo. (...) e de quando você apertava os ossinhos das minhas costas no escuro e falava, baixinho: “ai, como essa menina gosta de fazer drama!”. Não é um sentimento egoísta e muito menos possessivo. É apenas uma saudadezinha. Gostosa, tranqüila, bonita, saudável, de longe. E, quem diria: leve. "

Escrito por Tati Bernardi.

"Olhando a foto, foi quando eu descobri que tua ausência ainda doía e o tempo que passou não me serviu como remédio. E a minha paciência foi inútil e todo desapego incompetente. Eu me desvencilhei de livros, cartas e bilhetes e me desmemoriei por algum tempo - quis tanto ter você, depois silêncio - mas nessa tarde estranha em que ensaio versos, só vem tua falta à tona... E eu desamarro um pranto que eu sei tão antigo - desculpa essas palavras com cara de choro - ainda há reticências."