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terça-feira, 26 de abril de 2011
Depois de tanto tempo, sem vê-lo, e não senti-lo, estava quase me acostumando com sua ausência, estava quase me esquecendo dele, quase. Aquela noite, não podia imaginar que iria encontra-lo outra vez, ainda não tinha me preparada emocionalmente, estava tão frio e lembro de ter lembrado dele naquela tarde cinzenta, pois já passamos juntos uma tarde parecidissima como aquela, portanto o frio me lembrava muito dele. Se soubesse que iria vê-lo de novo talvez não teria nem saído de casa, todo meu esforço pra esquece-lo iria ser jogado no lixo, talvez eu até iria, porque a saudade era tanta, que não ligaria e passaria mais um ano tentando esquece-lo. De repente olho pra trás, e o vejo saindo do carro, lindo como sempre e com a mesma blusa de frio daquela tarde, é, eu não me esqueci, lembro de tudo com detalhes. Fiquei parada, olhando ele descer, podia não ser ele, eu podia estar maluca e imaginando coisas, mas era ele, impossível não reconhecer aquele que você se lembra todos os dias. Eu não sabia o que fazer, não sabia mesmo e sei que você já passou por isso! não? então espere, acontece com todo mundo algum dia. Senti que o mundo estava girando em torno de mim, engraçado, nunca tinha sentido algo parecido, com o tempo você começa a sentir todos os tipos de sentimentos, até esse que não sei como chama-lo. Talvez de reencontro. Eu fiquei parada como se meus pés estivessem presos no chão, ele me viu e ficamos um olhando pro outro durante uns 10 segundos, os mais longos de minha vida, queria desviar o olhar, talvez quisesse que ele fizesse isso primeiro, e ele fez, desviou também seu rumo da minha direção. Ergui minha cabeça, e sai daquele lugarzinho de merda, precisei de muito força para aquilo. Queria muito ficar para vê-lo, me contentava só em ficar te olhando, mas fui embora e já sabia que ia passar a noite inteira chorando, é lenços e até baldes, ajudaram a não alagar minha casa naquela noite. É meu amigo, como é difícil tentar esquecer o primeiro e único amor.
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